Domingo, Julho 05, 2009

Uma vela para iluminar seu caminho

Faltou luz aqui em casa hoje.

E tem trabalho novo no Flickr.

Sábado, Junho 20, 2009

Notícias do mundo de lá


"E o blog? Não vai atualizar mais aquela porra?"

Atendendo a tais singelos pedidos de amigos que sentiram falta de novos conteúdos aqui, me pus a escrever hoje, como podem notar.

Sobre o estágio: tem sido ótimo. Estou aprendendo muito, o que é até natural quando se começa a fazer algo sobre o que não se sabe quase nada. Depois de 1 mês e pouco já peguei razoavelmente bem o ritmo da coisa, e não passa um dia sem que eu sinta em mim uma evoluída. Ou seja, a coisa segue conforme o planejado.

Na facul, o fim de semestre anda me tomando quase que todo o pouco tempo vago. Nada fora dos conformes também.

De resto, confiram aqui a desgraça conhecida como o Logo de São Paulo para a Copa 2014. Mesmo quem não é músico sabe quando uma música desafina. Mesmo quem não é designer sabe quando algo é, digamos, feio.

E depois de um exemplo de algo horrível, um exemplo de algo fantástico.

A imagem lá em cima é um trabalho que entrego segunda-feira na facul. Trata-se de um logo, feito para substituir o atual de uma famosa empresa do ramo dos mecanismos de busca na Internet.

Ficou bom, não?

A propósito, tem mais coisa boa no meu flickr. Vou colocar as artes em tamanho maior e com mais definição lá, que é uma ferramenta muito mais adequada pra isso que o Blogger.

Terça-feira, Maio 05, 2009

Dia Zero

Hoje tive meu último dia no trabalho (agora) antigo.

Interessante como as pessoas lá se impressionaram com minha atitude. Foi uma admiração, uma consideração de que se trata de puta um ato de coragem, algo que talvez eles não se atrevessem a fazer se fosse preciso. Hoje conversei longamente com gente que em 3 anos havia apenas trocado monossílabos. Ouvi um sem número de felicitações. E umas tantas e esperadas zoeiras associando design a viadagem - coisa normal em qualquer área dominada por exatas. Expliquei uma dúzia de vezes o que é design gráfico. Só faltou juntar todo mundo e fazer discurso.

Em suma, fui a atração do dia.

Amanhã cedo, começa tudo de novo, só que diferente. Isso, assim mesmo, direto!, no stop!

Mas será minha primeira manhã, então espero que eu possa realizar apenas tarefas de baixa complexidade, como conhecer o banheiro e encontrar o lugar do café.

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Rebirth


Consegui, porra, consegui! Consegui o estágio!

E logo na segunda entrevista, sendo que na primeira a vaga era para um perfil diferente, e não me interessou.

E o lugar parece honestíssimo. Exatamente o que eu estava procurando.

Depois posto aqui os detalhes.



Adeus baia enclausurante bege. Adeus IBM. Adeus Windows. Adeus Microsoft Visual Studio 2005.

Olá mesa arejada! Olá Apple! Olá Mac OS! Olá Adobe CS3!

Olá renascimento.

Quinta-feira, Abril 16, 2009

Notícias minhas


Minha procura por estágio vai completar 1 mês. E até agora tive resultado zero. Nenhum retorno, nenhuma entrevista, nada.

Isso me leva a vários problemas. Primeiro, que sem retorno - sem saber qual a visão do mercado sobre meu currículo e meu portfólio - eu não consigo saber nem o que há de errado (e é claro que há críticas construtivas a serem feitas, e eu quero conhece-las). Segundo que isso me coloca num standby, num limbo temporal terrível. Não tenho idéia de quando vou conseguir esse estágio, sinto minha vida estacada e isso é foda.

A verdade é que preciso de inspiração. Já fiz tudo de óbvio que há pra se fazer: cadastro no Catho, no Nube, já enviei currículo pra umas duas dúzias de vagas, contatos com amigos envolvidos na área, estou até indo no Senac onde eu estudava lá na distante Lapa olhar o painel de vagas.

Sobre o portifa, todo mundo falou bem do site, tanto os leigos quanto os entendidos. A Mary, publicitária das boas, disse que é "interessante para um portfólio acadêmico". Então, a pergunta continua: por qual motivo não estou sendo chamado sequer pra fazer entrevista? Já pensei em várias coisas: minha idade avantajada, o lugar onde moro, que assusta os paulistanos da gema, whatever.

A verdade é que odeio viver uma situação em que aquilo que eu desejo depende bem mais dos outros do que de mim.

Mas agora as boas novas, como fui agraciado pela Telefonica com um Speedy, navegar na Internet deixou de ser a pain in the ass, de modo que estou aderindo a todas essas modinhas do mundo web. Então, vc pode me seguir no twitter (embora eu não esteja indo a lugar algum) e conferir meu flickr.

É isso.

Terça-feira, Março 24, 2009

Uma semana e porra nenhuma

O botão de ligar é cinza. Apertei. Ligou.

Tela preta. Windows. Usuários. Luís. Clique.

Entrar na Internet. Clique. Mozilla Firefox. Clique.

www.catho.com.br. Clique. Cadastrar. Clique.

Surgiu um formulário gigante. Trocentos campos de texto e de seleção depois, "Concluir". Clique.

- Ótimo! - pensei.

Me reclinei na cadeira. Estiquei os braços, estalei os dedos. "Procurar vagas". Levei a mão ao mouse de novo. Clique. Mais opções do que eu esperava.

- Ótimo! - eu disse.

Primeira: interessante; segunda: ruim; terceira: razoável... Escolhi bem dez. "Candidatar-se à vaga". Clique.

Me levantei e fui satisfeito trabalhar.

Isso faz uma semana.

Uma semana.

Nenhum retorno até agora.

Nenhum retorno.

Estou começando a ficar incomodado.

Eu consigo compreender a derrota. Desde que eu entenda a razão dela. Senão fica difícil agir.

E agora?

Quinta-feira, Março 12, 2009

O cérebro já está voando


Caríssimos, venho comunicar-lhes que a partir desta quinta-feira histórica meu portifa está online e operante!

www.luiscestaro.com

Acessem, confiram, embabasquem-se, salvem nos favoritos, e voltem aqui para comentar.

Eu não disse que esse ano a coisa ia?

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Entenda de uma vez por todas!


Definição retirada do livro "O que é [e o que nunca foi] design gráfico", de André Villas-Boas. O texto trata especificamente de design gráfico voltado para impressão. Estenda isso para outros tipos atuais de suporte, como a tela do computador, e você terá uma ideia clara do que é afinal de contas que eu estou estudando, e a quê quero dedicar meu suor, sangue e lágrimas - profissionalmente falando.

P.S. - eu sei que isso é viadagem, mas este texto já tenta seguir as novas regras gramaticais. Se errei alguma coisa, peço desculpas, mas não dou a mínima pras novas regras gramaticais.

Domingo, Janeiro 04, 2009

01:13

Passei o Reveillon em São Paulo. Minha família não tem casa na praia, e eu não queria arcar com o aluguel de pousada, hotel, quartinho ou o que seja. Além disso, não está na minha natureza o hábito de viajar. Fui criado assim; meus pais nunca viajaram pra lugar algum. Eu sei que isso não tem nada a ver comigo, que a vida deles é a vida deles e a minha, a minha, mas não me importo. Posso viajar o quanto quiser depois. Eu sei, posso morrer amanhã e blá-blá-blá, mas ninguém leva a vida assim tão Carpe Diem. Não... Todo mundo faz planos. Pra amanhã, pra depois de amanhã, pra um dia, quem sabe. Pra nunca. Fazem planos pra vida. Não fazem planos pra morte. A não ser os religiosos. Ou os proprietários.

E outra: só este mês gastei R$ 1500 com o carro, R$ 1613 com o seguro do carro (esse pelo menos volta pra mim se eu vender o carro), mais outros montantes enormes com problemas burocráticos. E como vocês devem estar carecas de saber, preciso guardar alguma coisa pra vida de adolescente que eu vou levar daqui a alguns meses.

Sem dinheiro.

Não vou mais gastar R$ 13 com o valet, R$ 25 pra entrar na balada, R$ 34 por dois uísques com energético, R$ 13 com o McDonald's (isso quando não são também os R$ 100 ou quase R$ 100 do motel).

Pelo menos não por um tempo.

Pelo menos não na mesma frequência.

Mas dando um passo atrás só pra tomar impulso, pro pulo que eu vou dar pra frente.

O feriado? Li uns livros úteis, passeei em São Paulo mesmo, dei um bom tapa em uns trabalhos pro meu portifólio. Não fiquei parado. Tenho muito o que fazer.

Solitário? Não. Apenas aqui, no meu posto, ocupado com as minhas coisas, desfrutando do raro silêncio e esperando os viajantes voltarem.

Quarta-feira, Dezembro 24, 2008

Pro ano 9 (ou pros próximos)

1) Comprar um filhote de Golden Retriever e batiza-lo com algum nome divertido: Astolfo, Ambrósio, Belarmino, Alaor, Waldemar, Erasmo, Norberto... as opções são infinitas.

O melhor amigo do homem

2) Aprender a falar mais devagar, articulando melhor as palavras; com uma voz mais profunda, vinda do diafragma, e não da garganta. Me forçar conscientemente a isso até que seja assimilado e torne-se um hábito inconsciente. Aprender a “pausar”, não despejar todo o discurso de uma vez como vômito. Bleahhhh!

Ah, nada como uma platéia atenta

3) Aprender a andar e me mover mais devagar, quando a pressa não for necessária. Não, não é idiotice, é sim um puta exercício de relaxamento. Tai Chi Chuan não foi inventado à toa.

Olha a alegria das tias curtindo um Tai Chi

4) Parar de viver no piloto automático, com reações programadas e automáticas pra todo tipo de coisa. Pode parecer bobagem, mas não é. A gente vive a maior parte do tempo internamente, pensando em trocentas coisas e completamente alheio ao que está acontecendo naquele exato momento. É muito mais sábio e saudável estar presente à própria vida, mesmo nos momentos mais bestas.

Eis um sujeito que não vive sua vida no piloto automático

5) Estudar a lógica e a estrutura existentes por trás do humor, e entender como bons comediantes stand-up formulam suas piadas. Tópico interessante e útil. E existem ótimos livros sobre o assunto. Não, não é piada.

Comediantes

6) Aprender a dançar.

1-2-3...1-2-3

7) Comprar uma caralhada de livros. E uma estante.

Viram o porquê da estante?

8) Continuar acompanhando atentamente o andamento da minha carequice, calculando o tempo ideal para raspar de vez.

O gênio do crime

9) Dar o pontapé inicial na meteórica carreira que me coroará como um dos maiores designers do meu tempo. (VIIIIIXE!!!)
Até Ele tá nessa vida

10) Conhecer mais lugares e mais mulheres.

Não necessariamente nessa ordem

11) Procurar não morrer, podendo assim fazer planos pra 2010.


Terça-feira, Novembro 04, 2008

Cinco em um

Este post é sobre PT e PSDB, mas não é sobre política, é sobre marcas. "Marca" é o conjunto de características que determina como uma empresa ou produto é visto pelo público em geral. Assim como as pessoas de carne e osso, que são julgadas pelos outros com base no seu exterior e no seu modus operandi, empresas ou organizações também são vistas de uma determinada maneira de acordo com suas ações e sua "aparência". Como o design gráfico trata diretamente daquilo que podemos considerar como sendo a aparência de uma empresa, dá pra entender a sua importância na formação de uma Marca. Aliás, seguem alguns exemplos de Marcas para vocês perceberem como reagimos de diferentes maneiras a cada uma, dependendo da visão que criamos sobre elas: Apple, Microsoft, McDonald’s, Greenpeace, Old Eight, Johnny Walker Red Label, Nike, Kichute, o Exército da Salvação e o Partido Nazista.

Concluída esta introdução, uma das coisas que me mais me lembro do início da prefeitura Marta Suplicy em São Paulo em 2001 foram as mudanças que o novo governo promoveu na identidade visual dos órgãos municipais. A administração da nova prefeita criou um logotipo que consistia em cinco formas de homens-palito vermelhas de mãos dadas, como naquela brincadeira infantil em que você dobra um papel várias vezes e recorta uma forma de pessoa, e quando desdobra o papel há uma corrente de pessoinhas unidas. O PT defendeu que o logo era uma alusão à cooperação entre as pessoas, idéia que já foi explorada em muitos outros logos, principalmente de ONGs. Mas a oposição considerou que os humanóidezinhos que formavam o logo lembravam também a forma de uma estrela vermelha, que, como todos sabemos, é o símbolo do PT. Ou seja, o PT assumiu a prefeitura e não perdeu tempo em colocar sua marca em todos os lugares, de postos de saúde a ônibus, numa atitude que vai contra a esquecida regra de que governo é uma coisa e partido é outra, ou pelo menos deveria ser.

Quando o PSDB de José Serra assumiu a prefeitura paulistana em 2005, o logo da administração Marta Suplicy foi substituído por algo com menos, digamos, espírito de oportunidade e um sentido mais "republicano": o brasão da cidade, acompanhado do texto "Prefeitura de São Paulo" e duas discretas formas que lembram pinceladas, uma acima e outra abaixo do brasão, uma amarela e a outra azul, cores do PSDB.

E o que significa isso? Bem como muitas vezes são algumas pequenas atitudes que nos dão pistas importantes sobre o caráter de uma pessoa, isso também vale para organizações. Vejam o PT. Chegando ao poder, o Partido dos Trabalhadores impôs sua marca sobre suas novas posses, declarando como seu aquilo sobre o que tinha poder, tal qual um fazendeiro que marca seu gado. Já o PSDB criou uma marca que está muito mais associada à história da cidade do que à uma administração específica, uma marca que, por sua desvinculação da imagem de qualquer partido, poderia vir a ser usada até mesmo por um governo de oposição. Até que ponto este pequeno gesto demonstra o caráter de um e de outro partido? E qual seria o logotipo oficial da prefeitura de São Paulo nos próximos quatro anos caso Marta tivesse ganho?

*

Outro dia vi o Lula na TV. O barbado mandatário geral pedia ao povo brasileiro que continue consumindo, a fim de manter a economia saudável e funcionando. Na hora me veio à mente um vídeo que assisti na internet alguns dias antes sobre os conhecidos problemas que o nosso consumismo desenfreado tem causado a este pequeno planeta. Lembrei também de um estudo que indica que a humanidade já está usufruindo de uma Terra e 1/3, ou seja, estamos usando 1/3 a mais de recursos do que seria recomendável para manter sustentável a existência do planeta como o conhecemos.

Perguntei então aos meus botões: como eu tenho contribuído para este estado de coisas, para o bem ou para o mal? E a resposta que tive deles até que não é ruim. As pequena peças de vestuário me disseram que sou um consumidor pouco ávido, então acho que tenho feito mais bem para a nossa saúde ambiental do que para a financeira. Por exemplo, só tive um celular nos últimos 4 anos, o que significa que deixei de jogar no lixo pelo menos uns 3 celulares, o que teria acontecido se eu fosse como a maioria, que troca de celular toda vez que aparece um modelo novo na vitrine. Também sou dono do mesmo carro há mais de 4 anos. Se por um lado eu fiz questão de compra-lo zero quilômetro, consumindo mais matérias-primas do ecossistema ao invés de optar pela "reciclagem" de uma caranga usada, o fato dele ser novo faz com que seus níveis de emissão de gases sejam menores. Também gasto pouca gasolina, e compro poucas roupas. Um par de tênis meu dura anos (vale dizer que não tenho chulé e os lavo de vez em quando). Meus livros e DVDs podem ser reciclados, emprestados ou continuar utilizaveis por anos. E até mesmo acho que como pouco; não sou nenhum glutão. Meu dinheiro é gasto principalmente com bens não tangíveis, como educação e diversão, que devem causar lá seus danos ao meio ambiente mas não é algo tão visível.

Tudo bem, admito, sou um enrolão de primeira. Estou contribuindo com a natureza mais pela minha inação do que por ação. Sim, não estou fazendo nada de útil para salvar o planeta. Mas ando pensando em comprar uma caneca e deixar no trabalho. Assim paro de usar tantos copos descartáveis.

*

Na sexta passada fui com os caras do trabalho a uma loja de fantasias na 25 de Março. Um deles ia comprar uma peruca e barba postiça para uma festa à fantasia. A loja estava, claro, cheia de chapéus pontudos, mascaras de zumbi, abóboras de plástico e mil outros itens próprios para o Dia das Bruxas. E eis que lá, naquele antro do paganismo, vi duas freiras (isso mesmo, FREIRAS! Madres. Irmãs. Mulheres pertencentes à ordem religiosa católica que impõe às suas adeptas a retidão e a castidade. Chame como quiser). Não sei o que faziam lá as honoráveis senhoras de Cristo, mas boa coisa não devia ser! Mwahahahahaha (risada satânica)

*

Em algum lugar no livro "Ah, se eu soubesse" há uma passagem que diz algo mais ou menos assim: nossas alegrias devem ser celebradas com estardalhaço, à vista de todos, mas nossas tristezas devem ser consumidas num canto, em silêncio. Embora o sentido que o autor quisesse dar fosse de uma idéia mais voltada para o universo corporativo, de evitar a exposição das fraquezas pessoais, não deixa de ser um bom conselho. Por isso posso dizer-lhes que estou triste como o diabo, mas não direi mais uma só palavra sobre isso.

*

Hoje não tem ilustra. Só porque estou triste como o diabo.

Sábado, Outubro 25, 2008

Contágio


Trata-se de algo tão inevitável quanto a manhã seguinte. Alguém, na ânsia de me conhecer - e nesse caso o blogueiro torce para que seja uma mulher - ou apenas para emendar um assunto e evitar algum hiato desagradável na conversa, me tasca a pergunta: "Mas e aí, o que é que você faz?". A primeira parte da resposta é "Trabalho com informática", à qual se segue em geral uma reação lá um tanto desinteressada. Em seguida, emendo: "Mas gosto mesmo é de design, estou estudando pra trabalhar com design gráfico". Daí a expressão da(o) interlocutora(or) muda para algo entre a confusão e a galhofa: "Nossa, legal... O que é que faz?"

Sim, eu sei, quando escolhi esta área sabia que estava decidindo por isso também. Vem tudo no pacote. Mas isso não me incomoda. Não. O signatário do blog aprecia as surpresas e reações que surgem naturais em um diálogo. E também não faço questão de possuir alguma explicação fria e direta sobre as atribuições dos designers só para poder responder às pessoas "Consulte aqui neste lugar e você vai saber". Mas isso não me impede de publicar aqui uma pequena e indolor demonstração da importância subvalorizada da minha área.

Se você é de São Paulo já deve ter visto algum desses jornais gratuítos que são distribuídos em faróis (semáforos, caso não seja de São Paulo). Os que eu conheço são o Metro e o Destak. Ambos tem poucas páginas, textos curtos, temática abrangente e tentam dar um resumão do que de mais importante aconteceu. E ambos são bons exemplos de design. O Metro tem uma impressão de melhor qualidade e seu projeto gráfico é mais agradável, mas o Destak também não fica atrás: os dois são bons de se ler. Além desses dois citados, existem pelo menos mais dois nessa categoria: o Metrô News, distribuído em estações do Metrô, e o Estação Notícia, distribuído nas estações de trens da CPTM. Há anos que eu via esses dois por aí, e há anos que o design deles era horrível, medonho e repugnante. Eram feios mesmo. Mas, miraculosamente, ambos promoveram recentemente uma recauchutada visual forte. Não que agora sejam propriamente bonitos - e investiram bem mais apenas na capa que no miolo -, mas ficaram mais tragáveis. E por que isso? Bem, minha teoria é que a introdução do Metro e do Destak no cenário paulistano forçou os editores do Metrô News e Estação Notícia a fazer um exercício de comparação com os novos vizinhos e perceber que no novo ambiente estavam fazendo feio. Então sabiamente apelaram para os serviços de um profissional de design para melhorar sua imagem. E vivemos num mundo de imagens, e aí está a importância de cuidar da sua.

Como disse David Carson, "o design um dia vai salvar o mundo, logo depois que o Rock 'n Roll o fizer".